Associe-se agora

6 erros comuns

A razão das empresas falirem não é a criatividade, a localidade ou o mercado de trabalho. É a habilidade de gerência. Sua empresa é um reflexo seu, e você deve assumir a responsabilidade por ela. Aqui estão os 12 erros mais comuns que vemos empresas de serviço criativo cometerem. Se você está no comando de uma  empresa, você identificará imediatamente. Se você é um funcionário, isto poderá lhe dar contexto para as decisões com as quais você vir a discordar. Se você está pensando em começar uma companhia, isto lhe ajudará a aprender com os erros dos outros.

#01 – Usar um posicionamento errado

Muitas empresas de design sugerem (mesmo raramente dizendo): ‘Se você vir até nós, nós faremos rápido, barato, e você poderá trabalhar diretamente com o dono do escritório’. Ao invés de destacar isso, enfatize outras coisas sobre seu escritório de design (em ordem decrescente de importância): experiência numa área de negócios; um método próprio de trabalho; foco estratégico; liderança; e que é divertido trabalhar com você. O que interessa é criar coisas que funcionam, e se tem um visual bom, tem esse visual porque isso tem um propósito. Hoje é possível medir os resultados de um projeto de design e isso explica porque não dá mais para focar só em decoração e/ou trabalho desleixado, seja na área de relações públicas, publicidade, ou design.

#02 – Continuar sendo generalista

Especialização ocorre em todas as áreas da vida. Nós continuamos generalistas, não porque o mercado de trabalho exige, mas porque ficamos entediados facilmente e não temos um plano de marketing e portanto nos sentimos obrigados a considerar várias possibilidades. Empresas que se especializam em áreas do design prosperam, principalmente em cidades grandes. Qual o objetivo de se especializar? Tornará mais fácil achar negócio, prestar serviço sem ter que aprender uma nova habilidade, e achar funcionários.

#03 – Alimentar clientes “gorila”

Não é seguro possuir qualquer cliente maior que 35% do seu negócio. Nossos estudos mostram que é difícil se recuperar da perda de qualquer cliente maior do que isso. (Não importa se você possui outros contatos em outros departamentos). E o relacionamento com o cliente está cada vez menor (menos de 3 anos em média). Se você tem um grande cliente, seja honesto, tenha um plano de emergência; prepare uma poupança com o valor de 3 meses de despesas gerais; tenha um plano de marketing de manutenção funcionando por no mínimo 6 meses; e retenha seus funcionários de atendimento e design. Você pode emprestar dinheiro pra suprir as perdas financeiras devido à saída de um cliente, mas não pode emprestar força criativa.

#04 – Não entender o que significa “crescimento”

Uma empresa menor pode ser melhor, dependendo do que você deseja. Empresas com menos de 10 funcionários conseguem 16% mais faturamento por funcionário do que empresas grandes. Provavelmente devido a um gerenciamento mais preciso do trabalho. O lucro líquido, no entanto, é menor em empresas menores, já que há menos funcionários. Mas o que é uma empresa “grande” ou “pequena”? Sem bons sistemas e boa administração, ter mais de 5 funcionários por diretor ou gerente sênior irá “parecer grande”. É aí que você quer chegar?

 #05 – Pensar que funcionários tem cabeça de empreendedor

Uma das razões pelas quais você quis sair de um escritório de design grande para começar o seu próprio negócio é porque você odiava estrutura. Então você jura que na sua mini empresa vai evitar todas aquelas regras estúpidas. Um dia você começa a perceber, no entanto, que aquelas regras têm um propósito. E que aquelas pessoas que trabalham pra você não tem perfil de gerencia ou de empreendedor. Se fosse assim, eles estariam começando as suas próprias empresas e não indo trabalhar pra você. Os funcionários típicos geralmente sempre querem mais estrutura, comunicação, descrições de trabalho, visualizações regulares, etc. Ou seja, tudo aquilo que você jurou evitar.

 #06 – Reagir lentamente a uma recessão

Alguns empresários são otimistas com uma crise financeira e acreditam que o trabalho duro resolve tudo. Daí, numa recessão, mantém os designers empregados e demitem contadores, gerentes, administradores, por eles não serem “força produtiva”. No entanto, infelizmente, esses são justamente os mais difíceis de treinar, e os mais difíceis de achar “freelance”.

Sobre o autor: David C. Baker é o proprietário da ReCourses, Inc. Os trabalhos de David sobre assuntos de gestão em relações públicas, publicidade, negócios interativos e firmas de design tem sido publicado na Creative Business, Critique, PR Intelligence Report, Creative Planet, Rough, How, In-Review, Graphic Artists Guild, Promax/BDA Newsletter, Post Industry, Ad Agency Insider, PR News, PR Agency Insider, e Web Techniques. Ele também contribui regularmente com textos para a Internet Professional Publishers Association e VFX Pro.

 

Obs: Esse é um resumo do texto original: “A Dozen Common Mistakes”, disponível no link: http://cpm.aiga.org/other_management_issues/a_dozen_common_mistakes

O texto original citava 12 práticas ruins, mas foi adaptado para a realidade brasileira.

 A tradução para o português foi autorizada para a ProDesignPR pelo AIGA (American Institute of Graphic Arts) – The professional association for design (www.aiga.com)

Tradução: Ana Carolina Garmatter Rocha
Revisão: Ricardo Alexandre Martins

Parcerias da Prodesign>PR

© 2011 ProDesign>pr • Associação para o Design do Paraná
Topo